Acima, Alexandre Rocha usando imagens do TrackMan 4 nas aulas e ao lado de Deborah Nespolo e Juan Silva

Profissional diz que as três semanas em que se tornou professor foram um dos momentos mais gratificantes da carreira

O profissional Alexandre Rocha chegou ao Brasil para dar três semanas de aulas de golfe na Academia GolfRange Campinas (AGRC) preocupado em saber se os golfistas entenderiam sua proposta de oferecer um serviço diferenciado, nunca visto antes no Brasil, que além das aulas propriamente ditas, incluía um trabalho com análise de vídeo, análise com o TrackMan 4, o radar de golfe mais sofisticado e preciso do mundo, avaliações físicas prévias de todos os alunos, aquecimentos antes de cada aula com acompanhamento de uma fisioterapeuta especializada em golfe, e envio de relatórios e gráficos mostrando o progresso de cada um.

Rocha durante as aulas na AGRC e ao lado de Wagner Felix (esq.) e Mads Giltrupo (dir.)

Mas, ao retornar para os EUA, onde mora há 20 anos, para dar prosseguimento à carreira e às competições do PGA Tour Latinoamérica, Rocha estava emocionado não só com a aceitação e compreensão de seu trabalho, mas com a quantidade de elogios que recebeu de todo o tipo de golfistas, homens e mulheres, juvenis e seniores, jogadores de alto rendimento e de golfe por recreação, amadores e profissionais. “Tudo superou em muito minhas expectativas e fez com que essa experiência difícil fosse também a mais interessante e gratificante de minha carreira”, diz o profissional brasileiro de maior sucesso nos circuitos do PGA Tour em todos os tempos.

Investimento – Rocha se disse particularmente feliz com a aceitação da importância de um trabalho, que muitos, a princípio, acreditavam ser apenas para jogadores de handicaps baixos, mas que na prática mostrou ser útil para todos. “Quando o golfista faz uma aula em que pode conferir cada detalhe de suas tacadas em vídeo, gráficos e números e recebe uma explicação coerente do que está acontecendo, ele entende na hora a diferença e vê que está investindo um tempo que realmente vale a pena e pode fazer a diferença”, avalia Rocha.

Para o único brasileiro que já passou o corte do US Open, um dos quatro majors do golfe mundial, o que os alunos mais gostaram foi ter aulas com informações baseadas em fatos e não em opiniões. “Com o TrackMan e com o vídeo não tem discussão”, resume Rocha. “O aluno logo entende o que está acontecendo, acredita no que está sendo dito e assimila muito melhor e mais rapidamente tudo aquilo que lhe é ensinando”, comenta. “Durante a aula o golfista já vai vendo em tempo real seu progresso, e entende claramente como as mudanças estão sendo feitas e funcionando”.

Lição de vida – Os alunos aprenderam muito com Rocha, mas ele garante que aprendeu muito mais. “Tudo o que eu tentava fazer era manter a minha energia o mais alto possível, do primeiro do dia ao último noite e creio que eles perceberam isso e gostaram muito”, diz o profissional, que garante ter terminado cada dia com a sensação de ter feito um trabalho bem feito. “Mas no fim, ao lidar com tantas pessoas distintas, com expectativas diferentes e motivações diversas, eu é quem sai ganhando, pois aprendi demasiado com eles, cada um dos alunos ajudou a me tornar uma pessoa melhor e um profissional de golfe mais motivado”, diz Rocha. “Foi uma lição de vida e não vejo a hora de poder fazer tudo novamente”.

Alexandre também ficou bastante impressionado com a Academia GolfRange Campinas, que apesar de não ter campo oficial – apenas um campo executivo com nove buracos de par 3 – dispõe não só do TrackMan, dois deles na verdade, mas de toda a tecnologia de ponta para o ensino e aprendizado do golfe, como o K-Vest 3D Biofeedback Analysis, o SAM PuttLab e o Nexus10 (Neuro e Biofeedback) e reúne um grande número de jogadores entusiasmados, muitos dos quais iniciantes.

Agradecimentos – “Preciso destacar o carinho e o profissionalismo de toda a equipe da Academia GolfRange Campinas, o Mads (Giltrup), o Wagner (Felix), o head-pro Juan Silva e todos os funcionários, sem exceção, que estavam sempre prontos para ajudar”, elogia Rocha. “Mas o meu agradecimento muito especial vai para a Deborah (Nespolo, fisioterapeuta da AGRC), pelo seu excelente trabalho com os alunos, pelo tempo que ela doou ao projeto e que foi responsável por uma parte importantíssima do sucesso dessa empreitada”.